Vamos observar a seguinte situação: Você sai com o seu pai e vai a um churrasco na casa de um amigo dele, no qual você nem conhece. Lá seu pai conhece todo mundo e você meio que fica deslocado. Quando percebe já estão todos olhando para você e as perguntas logo logo começam. “Oi Fulano, quem é esse menino lindo? É seu filho? Nossa não pensei que você tinha filho dessa idade.”. Ou outros, daquele tempo: “Fulano, não acredito que esse rapagão é aquele menino pequeninho que vi no berço, como cresceu”.
Esse tipo de comentário, realmente irrita. Não pensamos duas vezes e a única atitude que temos é abrir um sorriso e achar que tudo ali está o máximo. Quando sentamos na mesa, os pais de outras pessoas da idade diz: “Poxa, não trouxe meu filho pois não achei que teria alguém da mesma idade, deveria ter trazido.” Ou até mesmo em situações que você não sabe nem que é a pessoa e ela já pergunta: “E ai, como anda as namoradas? Como está na escola?” Isso é o fim da picada.
Quem nunca passou por isso, que atire a primeira pedra. E coisa mais desagradável, você não sabe se insere no assunto, se fica só rindo, se fala algo ou, bem típico nessas situações, achar um cantinho, em frente a tevê e ficar lá a festa toda, assistindo novela, no máximo Sky. Fora aquelas crianças chatas que sempre têm. Aquelas que vivem correndo pela casa, gritando e atrapalhando a sua única diversão, a tevê. É um dilema.



